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1 de setembro de 2011

Publicitário Lula Vieira faz palestra na Uva-Cabo Frio

Por Monique Nunes

Um dos palestrantes mais requisitados da área de comunicação social, o premiadíssimo Lula Vieira, marcou presença na aula inaugural da Universidade Veiga de Almeida, Campus Perynas-Cabo Frio, na última sexta-feira (26), para um bate-papo descontraído com alunos, professores e convidados.

Lula dividiu algumas de suas experiências na área profissional e agradou calouros e novatos ao falar que passou sua infância lendo os livros de Monteiro Lobato que recebia de presente de seu pai. 

Contou como migrou de seu primeiro emprego de jornalista no jornal Última Hora, de São Paulo, para a publicidade passando a ser diretor de criação das agências JMM, JWThompson e Lintas. Logo depois fundou em sociedade com Valdir Siqueira, a V& S Propaganda. 

Conceituadíssimo, o publicitário é um colecionador de mais de 300 prêmios, tantos nacionais como internacionais de propaganda, entre eles, está o Festival de Cannes, na França. Por seis vezes, foi considerado o Publicitário do Ano.

Importante lembrar que Lula Vieira, além de publicitário e diretor de marketing corporativo da editoria Ediouro, é jornalista, autor, radialista, professor e ator. Vale ressaltar a última profissão, pois ao lado de seu amigo, o jornalista Mauricio Menezes, estão em cartaz por todo o Brasil com a peça "Lula Contra o Mau", onde um faz crítica a profissão do outro.



8 de junho de 2011

Chegaremos de ônibus à democracia?

Por Joyce Rocha

A precariedade do Transporte  Público Municipal, nos remete ao questionamento da nossa forma de governo democrático. Vivemos realmente em uma Democracia?

Essa forma de governo prevalece a opinião de um ou da massa? Ou melhor, a opinião da massa, vale alguma coisa?

Não é de hoje que a população Aldeense e Cabofriense sofrem com as falhas do sistema de transporte municipais. A empresa de ônibus que detém o domínio da região, não estabelece tranportes  que atendem  a demanda da população,  superlotam os ônibus, além de atribuírem aos motoristas, uma tarefa a mais: cobradores também.

Os motoristas além de dirigirem, têm sua atenção muitas das vezes desviadas por causa das atividades “fora do normal”, e estressantes colocando em risco a segurança da população.
Fora o valor das passagens que são absurdamente caras em relação à Capital...

Greve dos bombeiros: quem libertará nossos “heróis”?

Por Monique Nunes

O Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro foi criado em 1856 com a missão de combater inúmeras tragédias, entre elas, apagar incêndios, resgatar pessoas em situações de perigo e assistenciá-las ao longo de desastres naturais, fazendo uso de equipamentos adequados e intensos treinamentos para quaisquer espécies de operação, em que muitas vezes acabam arriscando suas próprias vidas. 

Com dedicação constante na luta pelo salvamento de vidas, os bombeiros vão às ruas sem destinos determinados com o objetivo de prestar serviço à população e ao Estado a que eles servem. No entanto, é esse mesmo Estado que está deixando de servi-los ou, ao menos, ouvi-los. Neste momento, milhares de bombeiros estão indo às ruas para reivindicar melhores condições de trabalho e aumento de salário – com o propósito de ter uma vida digna e dar dignidade a suas famílias. A greve dos bombeiros decorre de seu piso salarial, que perfaz apenas R$ 900,00. 

A questão é que estão tratando os “nossos heróis” como marginais. Muitos bombeiros foram presos. Para acabar com a manifestação no quartel dos bombeiros, que fica no centro da cidade, foi enviado o batalhão de choque (Bope) que, na tentativa de conter os manifestantes, sacou armas, deu tiros, fez uso de bombas de efeito moral, gás lacrimogêneo e spray de pimenta, prendendo 439 soldados no último sábado. Parecia uma guerra. Dessa vez, não contra bandidos, mas contra pessoas de bem que não têm nenhuma liberdade para lutar por seus direitos. Os protestos já passam de uma semana e, até agora, nenhum acordo foi declarado. 

É lastimável o modo covarde que está sendo usado contra nossos heróis. Imaginemos uma média de 439 crianças – uma para cada soldado detido – chorando porque o pai foi preso; só porque queria dar uma vida melhor a esse filho. E de que adianta ser oferecida aos detidos a possibilidade de transferência para seus quartéis para ficarem próximos das suas famílias quando não há nenhuma possibilidade de soltura? Até quando pessoas dignas serão reprimidas por lutarem por seus direitos? 

Os bombeiros estão sendo chamados de “vândalos irresponsáveis” e estão sendo recebidos com “tiros e bombas” porque lutam por condições empregatícias mais dignas. Eles não são “vândalos irresponsáveis”; apenas possuem o direito de se expressar, tal como nos garante a Constituição vigente ao tratar, ainda exordialmente, da “liberdade de expressão”. Mas que liberdade de expressão é essa que temos quando vivemos num país em que sequer se pode desejar o melhor para nós mesmos e também não podemos ter conceitos e opiniões diferentes sobre quem nos governa?

2 de junho de 2011

Site de relacionamento "bomba" nas Redes Sociais

Por Joyce Rocha

maior site de relacionamentos do Brasil
   
O Aumento do número de solteiros, a popularização da internet e a oferta de um serviço com ferramentas exclusivas e diferenciadas são alguns dos principais motivos que ajudaram o ParPerfeito, portal brasileiro de relacionamento online,a crescer de maneira surpreendente e ultrapassar 30 milhões de usuários cadastrados. 


O ParPerfeito amplia as chances de encontrar alguém, já que chega a ter 15 mil usuários online ao mesmo tempo, enquanto em um bar ou balada conversa-se com duas ou três pessoas, no máximo”, conclui. Essa é uma tendência não só no Brasil, mas em outros países. De acordo com pesquisa realizada pelo Match.com nos Estados Unidos, 17% dos relacionamentos se iniciam na internet e 11% em bares e restaurantes.

Como plano de expansão, o parperfeito promove todos os anos uma passeata no dia 29 de maio, nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro, nomeada o "Movimento dos sem-namorados". confira o vídeo:



    

18 de maio de 2011

A crise sobre o sistema político


Por Raissa Carvalho

Parece-nos que o capitalismo gerou mais loucuras, mentes insanas e sonhos comprados. Os excessos das mídia brasileira parecem insuficientes diante dos olhos daqueles que se alienaram e vivem um mundo perfeito que não é, entretanto, o que nós conhecemos. Precisamos de um empréstimo de sensibilidade a nós mesmos e de uma injeção de ânimo nos que convivem com os desrespeitos diversos do poderio sociopolítico.
Mas é assim que a gente luta: usando nossas mãos, perdemos as cabeças. O Brasil está sorrindo porque é um país esquecidiço. As pessoas aprenderam a prosseguir imagens que não existem por meio de elitismos e aparências. Sorrimos porque não enxergamos através de máscaras sociais. Preferimos acreditar que tudo está certo, sem buscar entrelinhas. Fomos acomodados aos absurdos de nossos meios de comunicação, que se sujeitam cada vez mais aos impulsos governamentais.
A solução de muitos problemas do Brasil sempre nos parece ser o bendito dinheiro. Das necessidades mais básicas aos caprichos mais superficiais, o dinheiro sempre é considerado um elemento essencial. Mas a respeito do desrespeito do norte ao sul do Brasil, os Estados Unidos (ou desunidos) fazem questão de mostrar aos vizinhos que em nosso emergente país apenas existem fracos, incapazes, desinteligentes ou primitivos, que a América do Sul é chefiada pelo narcotráfico e pela violência e que seremos os responsáveis pela destruição do planeta, pelas guerras e por um caos de nível mundial. O mundo pensa isso mesmo? O mundo pensa ou foi induzido a pensar?
"O Brasil tem condições de ajudar os países pobres...". Sim, claro, pois somos um país superdesenvolvido, ou melhor, não, nós fazemos parte dos "países pobres", claro, em comparação aos ricos que não souberam administrar seu dinheiro. Antigamente, quando meu pai me dava a mesada e eu a gastava sem pensar, eu levava palmada e uma grande bronca. Será que os tempos mudaram mesmo? Temos o mensalão, a (in)justiça, a violência, a corrupção e a prestação de contas de quem roda nesse tornado do fim do mundo, envolvendo-se nos sistemas que formam mais robôs para influenciar as vítimas do vento forte. Mil, milhões e trilhões são trocados. Existe um Brasil à parte; um lugar onde não se vive ou se sobrevive. Eu me lembro de um dia em que ouvi que quem roubava ia para a cadeia. Houve uma época em que escutei algo parecido com "prioridade a quem mais precisa". Reais, dólares ou euros; tanto faz. Nem no Big Brother...

Lembrar é combater

Por Nathália Andrade

Em 18 de maio de 1973, um crime bárbaro ocorrido em Vitória-ES chocou todo o país: o “Crime Araceli”. Esse era o nome de uma menina de apenas nove anos de idade que foi raptada, drogada, estuprada, morta e carbonizada por jovens de classe média alta daquela cidade. A barbaridade, apesar de sua natureza hedionda, prescreveu impune.

O 18 de maio, então, foi instituído pela Lei Federal Nº. 9970/00 como o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. A intenção desta implementação é estimular e encorajar pessoas a denunciarem situações de violência sexual contra menores de idade, além de incentivar a implantação de ações públicas, capazes de fazer o enfrentamento ao fenômeno, e combater à impunidade, dando proteção às vítimas.

Desde a criação da Lei, a sociedade civil organizada promove atos de mobilização social e política, na perspectiva de conscientização da população sobre a gravidade do problema. Ainda assim, continuamos perdendo nossas crianças e jovens. Essa violência não pode mais continuar. Por isso, se souber de algum caso de abuso ou exploração sexual de crianças e adolescentes, disque 100 e denuncie.

Virou moda

Por Vinicius Pereira

Depois de longos dias de paralisação, parece que os vigilantes voltaram a trabalhar normalmente, fazendo com que a vida do atordoado morador da Região dos Lagos voltasse ao normal. Vários dias de bancos fechados, e o resultado todo mundo já sabe: muito caos e muita fila para o pobre trabalhador. Atualmente, quem resolveu pôr as mangas de fora foram os bombeiros.

Serviços que são essenciais para vida de todos estão sofrendo paralisações, as tão conhecidas greves. Tudo isso nos remete a pensar se esse é o melhor caminho a ser seguido quando o que está em jogo é o direito, o bem-estar e, às vezes, até mesmo a vida de pessoas, de seres humanos. Será a greve um direito absoluto trabalhador?

O assunto é polêmico e vem sempre à tona quando alguma classe trabalhadora está insatisfeita. O direito à greve está amparado pelo disposto nos artigos 9° e 37º, capítulo VII, da Constituição Federal, mas que tem seus limites estabelecidos pela Lei 7.783, de 28 de junho de 1989, para que o mesmo não se torne abusivo.

A população deve estar atenta pra que as greves não ultrapassem os limites e se torne abusiva quando o assunto são serviços como: tratamento e abastecimento de água; produção e distribuição de energia elétrica, gás e combustíveis; assistência médica e hospitalar; distribuição e comercialização de medicamentos; transporte coletivo; captação e tratamento de esgoto e lixo, entre outros.

O governo e os órgãos responsáveis podem e devem punir todos aqueles que forem contra o que está estabelecido nas leis que regem essas manifestações. O povo brasileiro já passou por muitas situações em relação ao assunto em questão e já aprendeu bastante; o que não pode acontecer é deixar “virar moda”. A nação verde e amarela deve abrir os olhos e perceber que é pra frente que se anda, e não para trás.



11 de maio de 2011

O esporte movido a paixão

Por Daniele de Sá

Falta um novo olhar sobre o futebol brasileiro, talvez uma crônica ao velho estilo rodriguiano de comentar a paixão “número um” do povo canarinho. O que diria o amante confesso e ardoroso do fluminense se acaso se teletransportasse do outro mundo para ver as partidas de futebol da atualidade?

O que pensaria o velho Nelson Rodrigues ao se deparar com uma época em que jogadores de futebol por vezes são mais valiosos que barris de petróleo? Numa época em que jogos eram matches e placares atendiam pelo alcunha de scores, a profissionalização do jogador de futebol era algo impensado até então. Onde se pensara em pagar um cara para chutar uma bola?

Sem a menor sombra de dúvidas, o criativo universo rodriguiano se deliciaria com os causos de hoje. O pai do mitológico sobrenatural de Almeida certamente teria muitas crônicas a contar; foi a testemunha do nascimento de semideuses habilidosos que conduziam a esférica com genialidade e que, mais tarde, seriam alçados à categoria de mitos.

O livro Jornalismo Esportivo, de Paulo Vinícius Coelho (Contexto, 2003), lança uma nova visão sobre o jornalismo Esportivo. E que fique bem claro: ele não bebe apenas das fontes futebolísticas, mas de uma infinidade de outras modalidades esportivas.

O autor dá um claro aviso: quem se envereda pelo espinhoso caminho do Jornalismo Esportivo o faz por pura paixão, visto que é o mais mal remunerado dos segmentos da imprensa. Quem quiser sobreviver honrando sua camisa terá que levar em consideração o compromisso com a verdade e a seriedade, mas sem perder a ternura jamais.

É preciso enxergar o esporte como uma crônica à la Nelson Rodrigues, que hoje mais parece um quadro mal escrito na parede, mas como dói...

Macaé promove IV Feira de Responsabilidade Social Empresarial

Por Nathália Andrade

De 17 a 19 de maio, acontece na Cidade Universitária de Macaé a IV Feira de Responsabilidade Social Empresarial da Bacia de Campos. Com o tema “Gestão para a Sustentabilidade”, o evento ocorre entre as 14h e 21h dos respectivos dias e a entrada no evento é inteiramente gratuita. Para participar, os interessados devem realizar o seu credenciamento pela internet ou no local da Feira.

Entre as atrações, destacam-se o Fórum de palestras, Workshop de Responsabilidade Social Empresarial, as Oficinas de reciclagem e a exibição de filmes e vídeos relativos à sustentabilidade e ao meio ambiente.

Na programação também se terá um espaço reservado para apresentações culturais de ONGs, shows com artistas consagrados e talentos da região. Além disso, serão realizadas Oficinas do Conhecimento com o apoio de universidades e empresas e feira de artesanato regional com materiais reciclados.

De acordo com o Diretor da Revista Visão Socioambiental, Martinho Santafé, responsável pela Feira, o evento tem como proposta a disseminação de uma nova cultura que inclua a ética no centro das relações e incorpore práticas de sustentabilidade na gestão dos negócios, com lideranças conscientes e capacitadas.

“A feira vai divulgar conceitos e ações de Responsabilidade Social e Sustentabilidade nos municípios da área de influência da Bacia de Campos – maior produtora de petróleo e gás natural do país –, contando com a participação de empresas, ONGs, gestores públicos, universidades, empreendedores sociais, instituições de classe, entre outros”, declara Santafé.

Para realizar o pré-credenciamento ou obter mais informações sobre a Feira, acesse o site: http://www.blogger.com/www.feirarsebaciadecampos.com.br

4 de maio de 2011

Jornais transformam filmes em notícias

     Por  Joyce Rocha

Há uma tentativa consciente e inconsciente de se mercantilizar o cinema brasileiro, passo importante para a efetivação de uma indústria cinematográfica. Com a repercussão na mídia desses filmes de sucesso, jornais tentam transformá-los na fórmula salvadora do cinema brasileiro. O sucesso de Cidade de Deus e Carandiru já até levantou a idéia de que filme brasileiro, para se fazer público, tem de abordar a realidade.  

Formatar o cinema ao gosto do público é algo extremamente duvidoso, se compararmos com o coeficiente qualidade e audiência na televisão, negligente com a função artística do cinema. Os lixos televisivos aos quais assistimos hoje estão voltados para captar anunciantes e satisfazer a fome de vendas destes via altos índices de audiência. O cinema, como é feito hoje, atua com mais liberdade porque o filme já está pago e não há a contrapartida financeira. Por um lado, isso gera certo sentimento de “irresponsabilidade de público” (o filme, já estando pago, não sofre pressão para ser exibido e recuperar o investimento), mas, por outro, libera o agente para fazer o que achar melhor em termos de criação, sem ceder em pontos importantes no quesito mercadológico.


O cinema brasileiro sempre foi tratado como exceção dentro de seu próprio país. Os menos de 10% de ocupação do mercado atingidos nos últimos anos não condizem com o tamanho da dominação estrangeira sobre o mercado exibidor nacional. A mídia festejar dois ou três filmes é saudável quando abre a discussão e não a encerra. O sistema nunca deve ser fechado numa solução fácil. Mas, como fazem, ou seja, partir disso para afirmar que o cinema brasileiro está “muito bem, obrigado” ou querer com esses exemplos ditar o caminho para a implantação de uma indústria, é falácia liberal. O discurso da maior parte da imprensa e de diretores/produtores está inserido nesse contexto de mercantilização do cinema, de homogeneização de um cinema que nos últimos anos se destacou pela pluralidade de linguagem, estéticas, temáticas e estilos.

27 de abril de 2011

Conecades 2.0: fundamental para todas as profissões

Por Monique Nunes

A web 2.0 e as transformações da era digital foram os temas abordados no Congresso Nacional de estudantes de Comunicação, Administração, Direito, Economia e Serviço Social (Conecades 2.0), que, neste ano, completa sua oitava edição.

Debates com profissionais conceituados e especializados no assunto fizeram com que o Sesc de Guarapari – ES, cidade sede do evento, tivesse recorde de público para assistir à programação universitária que contou com a presença de várias personalidades da era digital, como os irmãos Piologo, responsáveis pelo site de entretenimento Mundo Canibal, que utilizam o marketing e flash em suas postagens, com mais de quatro milhões de acessos por mês. Os palestrantes Rodrigo e Ricardo Piologo levaram a galera ao delírio com os últimos vídeos animados postados pelo portal de animações Mundo Canibal.

Já o juiz federal, professor universitário e mestre em direito, Dr. William Douglas, palestrou para cerca de 800 pessoas sobre como passar em concursos públicos. William Ele é autor do best-seller “Como Passar em Provas e Concursos”, que está entre os mais vendidos do país.

Michel Lewaschim, coordenador de vendas do site de compras coletivas Peixe Urbano, discursou sobre empreendedorismo, e, para finalizar, Conrado Adolpho, autor do segundo livro de Marketing Digital mais vendido do Brasil, o “Google Marketing”, ficando atrás do americano e o maior conhecedor das práticas de marketing, Philip Kotler, lotou o auditório principal do Sesc.

Os alunos que assistiram 60% das palestras e workshops oferecidos pelo evento ganharam certificado que dá direito a 20 horas de atividades complementares.

Cultura e entretenimento foram os pontos positivos que marcaram o Conecades 2.0. Universitários de todos os cantos do país trocaram ideias e compartilharam conhecimento, uma verdadeira interação cultural. Afinal, como diz o lema do Conecades, “infinito é o que você pode fazer”!

                                                                                                        Foto: Monique Nunes
                                                                   Palestra com os irmãos Piologo do site de entretenimento Mundo Canibal

13 de abril de 2011

Realengo não é Columbine

Por Daniele de Sá

Realengo não é Columbine, mas o episódio do último dia 7 de abril foi capaz de gerar um déjà vu quase automático para o cenário de uma tragédia acontecida em 1999, na cidade americana de Lottleon, onde dois alunos promoveram o massacre de 12 estudantes secundaristas e um professor – e logo após o feito se suicidaram.

Os esforços agora devem ser convertidos para que o tão propalado quarto poder não se transforme em jornalismo de quinta categoria ao transformar a dor dos parentes das vítimas no combustível que abastece a indústria da espetacularização midiática.

Diariamente, partes da tragédia na Escola Tasso da Silveira são reconstruídas, novos personagens são inseridos ao contexto do crime e especialistas tentam explicar os diversos porquês que levaram o ex-aluno Welligton Menezes a entrar para a história como o assassino que promoveu um verdadeiro massacre – às vezes errando diagnósticos ao atribuir, por exemplo, a psicopatia ao referido assassino suicida.

Até que todas as faces da história sejam exploradas, presenciaremos, dia após dia, alguns veículos de imprensa explorando e trazendo ao palco do grotesco todas as faces possíveis e imagináveis dessa barbárie.

O que se espera é que a imprensa assuma uma posição de seriedade para que os seus veículos de evitem  a todo custo o ritmo de retroalimentação que apenas beneficia a indústria da notícia.


Faculdades inovam com tecnologia para alcançar alunos

Por Joyce Rocha



A intenção do ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, de massificar o uso da internet no país, criando políticas para a produção de tablets e distribuição para a população no projeto “Computador para Todos”, despertou interesse de faculdades em distribuir equipamentos tecnológicos para atrair alunos e aumentar a popularidade no mercado.
O principal foco dos tablets está no acesso à internet e na leitura e edição de documentos simples. Permitem ver vídeos, fotos, ouvir músicas e, ainda, acessar notícias e redes sociais.
As instituições de ensino garantem que a intenção é “disponibilizar o tablet para realização de exercícios e trabalhos acadêmicos, além de realizar simulados e provas de concursos e exames”.
Os tablets que podem ser encontrados no Brasil, são os modelos, Galaxy Tab, da Samsung e o iPad da Apple. Por enquanto, Apple, Samsung, Motorola, Dell e Asus são alguns dos nomes mais famosos. A HP terá seu tablet até junho de 2011.
O número de tablets de grandes fabricantes disponíveis no Brasil deve aumentar nos próximos meses e, se virar tendência, a concorrência talvez inove o mercado com computadores completos e smartphones para os alunos.

6 de abril de 2011

A caixa sensacionalista de Pandora

Por Daniele de Sá

Todo dia é sempre igual. Por voltas das duas horas da tarde, justamente na hora do almoço, a caixa de Pandora é reaberta, liberando de uma só vez (e em doses nada homeopáticas) todas as mazelas do mundo – engolidas a seco pelo telespectador.
           
É o palco aberto para a apresentação do grotesco e de superexposições da violência em que personagens reais são transformados em protagonistas das tragédias do cotidiano.
           
Do fato mais simples ao mais complexo, nada escapa às “lentes da verdade” e ao “doa a quem doer” dos programas sensacionalistas que exploram conteúdos como assassinatos, estupros, assaltos e roubos – elevados à máxima potência pelo grau mais radical da mercantilização da informação: o sensacionalismo.

É inquestionável o fascínio voyeurista (entendido por muitos como curiosidade mórbida) provocado por esse segmento da imprensa habituado a extrair das emoções à flor da pele a química perfeita que aumentará a audiência a níveis quase estratosféricos.

A famigerada imprensa marrom, com a mesma sede de serial killers, não se cansa de fazer suas vítimas, deixando como pistas alguns rastros de sangue pelo caminho, disfarçando-se de jornalismo responsável, pois é disso que “o povo gosta; é isso que o povo quer”.

            Eugênio Bucci, em seu livro “Sobre ética e imprensa” (Companhia das Letras, 2000), é categórico ao afirmar que os programas sensacionalistas têm como principal matéria-prima os dramas de cidadãos humildes, suspeitos de pequenos crimes e entrevistados por intimidação. A polícia chega atirando – e a mídia filmando.

            A pergunta que paira no ar é: quem fiscaliza quem nos meios de comunicação? Como se pode garantir a liberdade de informação e evitar que os meios de comunicação cometam seus abusos?

             Pelo que se viu... aqui se deixa uma pergunta que ficará por um bom tempo sem resposta.

23 de março de 2011

O futuro é hoje

por Adriane Andrade
Barack Obama passou pelo Brasil e nos deixou uma mensagem de otimismo: devemos acreditar mais em nosso país. O brasileiro tem a mania de supervalorizar os problemas e só falar do que é ruim, em vez de mudar a situação que lhe incomoda. Apesar de todas as adversidades, o Brasil provou que é uma grande nação, com potencial para vencer desafios. Somos, hoje, a 6ª economia do mundo, segundo o ranking do Banco Mundial, dividindo o lugar com Reino Unido, França, Rússia e Itália. Então, por que só falamos daquilo que ainda precisamos melhorar?

16 de março de 2010

A melhor profissão do mundo

Por Adriane Andrade

É chegada a reta final, nosso “dead line”. A faculdade vai ficando para trás e é hora de caminhar com as próprias pernas, de colocar em prática tudo que aprendemos, ou que, pelo menos, pensamos saber.

Temos que responder às perguntas básicas: o que, quem, onde, quando, como e por que, de maneira precisa, sem deixar dúvidas. Mas estamos cheias delas... Ontem, éramos estudantes; hoje, somos jornalistas: Profissionais de comunicação, responsáveis por formar opiniões, por divulgar informações que vão moldar a sociedade.

Mesmo com tanta responsabilidade, ser jornalista é uma paixão e devo dizer: você não se torna jornalista, você nasce. Nasce com uma curiosidade aguçada, um desejo de saber sempre mais, de ir além, de buscar o inusitado e não se satisfazer com respostas curtas. É uma procura incessante pelo novo, pelo furo de reportagem ou simplesmente, por uma nova angulação para uma matéria “batida”.

Enfim, o que é ser jornalista? É ter a melhor profissão do mundo, aquela que te permite sair em busca de respostas, sem pretensão de responder a todas as pergunta, mas com a certeza de poder tentar sempre.

E se alguém ainda duvida de que está no caminho certo, eu aproveito para perguntar: que outra profissão te levaria a vários locais do mundo, te faria conhecer pessoas variadas e te desafiaria sempre?

Então, parabéns a todos os que conseguiram chegar até aqui, mesmo com as incertezas da profissão, com a correria do dia a dia, com a pressão das horas de fechamento e com a concorrência pela melhor notícia.