18 de maio de 2011

A crise sobre o sistema político


Por Raissa Carvalho

Parece-nos que o capitalismo gerou mais loucuras, mentes insanas e sonhos comprados. Os excessos das mídia brasileira parecem insuficientes diante dos olhos daqueles que se alienaram e vivem um mundo perfeito que não é, entretanto, o que nós conhecemos. Precisamos de um empréstimo de sensibilidade a nós mesmos e de uma injeção de ânimo nos que convivem com os desrespeitos diversos do poderio sociopolítico.
Mas é assim que a gente luta: usando nossas mãos, perdemos as cabeças. O Brasil está sorrindo porque é um país esquecidiço. As pessoas aprenderam a prosseguir imagens que não existem por meio de elitismos e aparências. Sorrimos porque não enxergamos através de máscaras sociais. Preferimos acreditar que tudo está certo, sem buscar entrelinhas. Fomos acomodados aos absurdos de nossos meios de comunicação, que se sujeitam cada vez mais aos impulsos governamentais.
A solução de muitos problemas do Brasil sempre nos parece ser o bendito dinheiro. Das necessidades mais básicas aos caprichos mais superficiais, o dinheiro sempre é considerado um elemento essencial. Mas a respeito do desrespeito do norte ao sul do Brasil, os Estados Unidos (ou desunidos) fazem questão de mostrar aos vizinhos que em nosso emergente país apenas existem fracos, incapazes, desinteligentes ou primitivos, que a América do Sul é chefiada pelo narcotráfico e pela violência e que seremos os responsáveis pela destruição do planeta, pelas guerras e por um caos de nível mundial. O mundo pensa isso mesmo? O mundo pensa ou foi induzido a pensar?
"O Brasil tem condições de ajudar os países pobres...". Sim, claro, pois somos um país superdesenvolvido, ou melhor, não, nós fazemos parte dos "países pobres", claro, em comparação aos ricos que não souberam administrar seu dinheiro. Antigamente, quando meu pai me dava a mesada e eu a gastava sem pensar, eu levava palmada e uma grande bronca. Será que os tempos mudaram mesmo? Temos o mensalão, a (in)justiça, a violência, a corrupção e a prestação de contas de quem roda nesse tornado do fim do mundo, envolvendo-se nos sistemas que formam mais robôs para influenciar as vítimas do vento forte. Mil, milhões e trilhões são trocados. Existe um Brasil à parte; um lugar onde não se vive ou se sobrevive. Eu me lembro de um dia em que ouvi que quem roubava ia para a cadeia. Houve uma época em que escutei algo parecido com "prioridade a quem mais precisa". Reais, dólares ou euros; tanto faz. Nem no Big Brother...

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