27 de abril de 2011

Abortar missão

por Vinicius Pereira

Uma das grandes discussões existentes entre os homens é a de onde realmente se inicia a vida humana, ou seja, indaga-se sobre qual o momento exato em que o embrião pode ser considerado um humano. Representantes da Igreja Católica, Evangélica e alguns autores da ciência médica acreditam que a vida se dá a partir do momento da fecundação, porém outros representantes da ciência médica têm dúvidas sobre isso. Segundo eles, a vida só tem inicio quando o feto chega ao terceiro mês de gestação, quando é formado o córtex cerebral. Devemos pensar um pouco. Se o grande embasamento dos Direitos Humanos é o direito de viver, se ficarmos sem ele, corremos o risco de estar sem o domínio sobre nossas vidas.

Segundo a Igreja Católica Apostólica Romana, o aborto não deve existir em hipótese alguma, pois o homem foi criado à imagem e semelhança de Deus. O grande princípio dá valor à vida e creio que não é necessário ser nenhum tipo de religioso para defendê-lo; estaria tudo dentro do próprio instinto humano, o de amar a vida. Sem sombra de dúvidas, para a Igreja, o aborto é considerado um ato desumano.

Analisando situações diferentes, nos deparamos com casos especiais, presentes na realidade insensata de uma sociedade que cada vez mais se afasta do amor, das virtudes iniciais dadas a cada um de nós, o que muitos chamam de primeiro amor. Casos de meninas que são estupradas, engravidando e levando em si o medo de ter um filho, fruto de algo que não foi limpo, mas que aconteceu; filhos e filhas que podem nascer deficientes e que com certeza precisarão de um cuidado especial. É preciso muito mais, ir além, defender esta vida como toda outra vida humana.

O que fazer com o mais indefeso dos seres, aquele que ainda não nasceu e depende daqueles que estão do lado de fora para continuar sua luta pela vida, sem poder se defender, estando sempre à mercê dos indivíduos que ou amam ou os odeiam? Qualquer um de nós pode se defender de um assalto, de uma briga, de uma tentativa de assassinato, mas aquele pequeno pedacinho de gente, introduzido por um milagre no ventre de sua mãe, está de mãos atadas, esperando uma ação muitas vezes arbitrária dos seres humanos.

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