Por Joyce Rocha
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| telenovela, teatro e filme |
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Desde que o cinema se tornou entretenimento de massa, várias tentativas foram feitas para descobrir a transformação de roteiros em filmes lucrativos. Além do lucro, a mística do cinema continua a influir, seduzindo profissionais da televisão. Para eles, os filmes preservam uma certa aura que suas produções televisivas não teriam. Querem prestigio e reconhecimento pessoal em setores que, por preconceito, não valorizam seu trabalho. Parecem ignorar que chegam atrasados a uma forma de expressão artística considerada, por muitos decadente há décadas. Nessas condições, o máximo que conseguem fabricar, de maneira geral, são subprodutos de linguagem hibrida- televisão filmada que pode ou não obter sucesso comercial. O Bem amado confirma essa tendência do cinema brasileiro de se tornar uma subsidiária da tevê, produzindo filmes simplórios que se diferenciam pouco uns dos outros.
A televisão e o cinema recorrem freqüentemente à utilização de estereótipos que consistem em imagens sem reflexo, por uma pessoa ou grupos. Exprimem juízos de valor simplificados e por vezes errados. O fato de apresentarem inúmeros estereótipos "de massa" pode levar à perda de particularidades regionais e à diminuição da criatividade cultural. Os atores e as personagens representadas por estes unem-se na imaginação dos espectadores que observam os seus modelos de comportamento que, dada a sua freqüente observação, se tornam normais, aceitáveis e, por isso, imitáveis e reproduzíveis.
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